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Certa vez, estava há pouco mais de 4 meses na Wise Up… e recebi uma meta para me tornar gerente se fizesse um número X de matrículas (que agora não me lembro quanto)
Mas lá as metas eram semanais, então se chegasse no período da semana sem ter conseguido conquistar a estrela (era asssim que eles contabilizavam determinado numero de vendas, exemplo: 5 vendas é igual 1 estrela), sua contagem era zerada.
Eu não lembro se já disse aqui isso antes, mas no terceiro dia que estava na Wise Up, voltando pra casa de metrô eu só conseguia me questionar:
“O que eu fui fazer da minha vida vindo pra cá?”
A minha “sorte” é que eu havia queimado a ponte de volta… Já tinha fechado meu escritório e anunciado minha “aposentadoria” aos meus clientes.
Caso contrário, certamente eu teria voltado a ser corretor.
E eu lembro que numa determinada semana faltava uma matrícula pra eu fechar minha estrela. Caso essa venda não saísse dentro do período, já era… semana perdida e recomeçar tudo do zero.
Estava lá, trabalhando até altas horas pra não “morrer na praia”, até que dá o horário da escola fechar.
Deu 22 hrs cravado, a recepcionista veio me “expulsar” da escola pq precisava fechá-la.
Foi ai que pensei:
“Onde será que, a essas horas, tem alguém precisando aprender inglês?"
Eureka!!
No aeroporto…
Lá, além de ser 24 horas, todo mundo que tá lá precisa de inglês.
Peguei o metrô na Av Paulista e fui até minha casa (então na zona leste de SP ), depois de 50 minutos estava de carro indo pro Aeroporto de Guarulhos
Cheguei no aeroporto por volta de meia noite… meia noite e meia.
Dei umas voltas, tentei falar com alguns atendentes da Starbucks, até que entrei numa loja de conveniência, tinham 2 meninas novas no caixa.
Folheei algumas revistas, vi alguns presentes… até que me aproximei de uma delas e perguntei:
“Uma dúvida: vem muito gringo comprar aqui?
Ela me respondeu:
Toda hora! Estamos no desembarque internacional…
Eu respondi:
E como você os atende? Você fala em inglês com eles?
- Não, infelizmente não falo inglês. A gente se comunica quase que por mímica…
Bom, foi minha deixa para, alguns minutos depois, conseguir essa foto:

Repare no horário: uma e cinco da manhã
A pasta com a marca “Number One” é de uma matrícula da nossa “rede alternativa”, porque ela não tinha condições de pagar a Wise Up (era o dobro do valor) e consegui convencê-la a estudar na nossa outra bandeira (a matrícula valia da mesma forma)
Eu lembro até hoje do gosto dessa matrícula, ela foi muito especial, porque ela me mostrou o que era viver o extraordinário de verdade.
Não pela estrela conquistada, mas por não desistir.
Desde esse dia, eu tenho um mantra que carrego comigo:
“Time comercial é a banda do Titanic… tem que morrer atirando”
A gente não desiste!
Se eu pudesse elencar um grande legado que o Flávio deixou na minha vida, foi esse.
Eu sei que algumas pessoas acham o modelo de gestão dele exploratório, questionam os seus meios, eu sei de tudo isso.
Eu também já tinha minhas diferenças com ele
Mas isso, eu preciso confessar, que devo ao Flávio..
O mês de Junho foi bem ruim aqui no Vendas Pro, depois de vir de alguns meses de recorde, caímos muito a performance.
E falando com um amigo de mercado, ele me perguntou como eu lido com esses momentos, e eu respondi:
“Eu só foco no que tenho controle”
Então eu puxei um treinamento no último sábado do mês e colocamos 90 pessoas ao vivo, eu ativei meu networking e consegui fazer 2 vendas de consultoria (que é meu ticket mais caro), eu aumentei meus touch's com meu líder comercial pra garantirmos que estávamos no máximo de performance (e fechamos com a melhor taxa de conversão da nossa história)
Mesmo fazendo tudo isso, ainda assim, não batemos a meta.
É frustrante? Sim
É preocupante? Também… mas o que mais me preocupa não é a meta em si
A meta batida é uma consequência de ações, o resultado delas
O que me preocupa não é o vendedor não bater a meta, é ele não querer batê-la
Agora buguei sua cabeça né?
De repente, você deve estar se perguntando:
Existem vendedores que não querem bater a meta?
E a resposta é: sim, existe!
Não da forma que você pode estar imaginando, que é da pessoa propositalmente não ir atrás do resultado (isso existe também, mas não é sobre ele que me refiro)
Deixar de querer bater a meta começa quando você deixa de acreditar
E ao deixar de acreditar, você não coloca seus maiores esforços
Quando você não coloca seus maiores esforços, você não atinge seu extraordinário, você para no “ordinário”
Foi um privilégio, que consegui sentir naquele aeroporto há 6 anos atrás, de me empoderar de algo extraordinário
Eu tenho absoluta certeza que, muito do Netto que escreve esse email hoje, nasceu ali..no dia 04/05/2018
Porque ali eu consegui vivenciar algo, que aparentemente, pra mim, era quase impossível
E de repente, você tá ai jogando a tolha cedo demais
Só reclamando que não recebe lead qualificado, que seu líder não te treina, que sua comissão é baixa e etc…
Mas agora eu te pergunto:
Você fez tudo que estava ao seu alcance? De verdade?
Você deu seus 120% ? ou quando viu que a meta ficou distante pensou:
“Ahhh.. não vou bater mesmo, deixa eu tirar o pé aqui…"
Você pode achar que esse tipo de postura prejudica seu contratante, mas o maior prejudicado é você.
Porque você abre mão, de aproveitar uma situação adversa, pra testar seu limite, se desafiar, se superar…
E não estou falando aqui de burnout, tá? Estou falando de desequlíbrios planejados pra vc sair do “ordinário”
Naquela madrugada não foi o Flávio que ganhou uma aluna nova na rede dele, mas sim fui eu que ganhei um super poder.
O super poder de não desistir.
Como você avalia a edição da newsletter hoje?
Se cuida!
Até sexta que vem, às 11:06
Netto Simões

