follow-up news
o follow que vc curte
- Hoje não vou gravar vídeo não… tô meio cansado.
- Cansado? Cansado você ficava quando pegava metrô lotado. Isso faz parte do seu trabalho.
- Você tá certa. Vou gravar sim…
Isso é um pequeno recorte de um diálogo que tive há umas 2 semanas com a Lê, minha esposa. (Onde claramente você vê que ela manda e eu obedeço. hehe)
Sabe qual é o mais louco da nossa história? É que a Lê só foi entender minha carga de trabalho, recentemente. Vou chutar aqui que faz uns 2 anos apenas, que ela, efetivamente, se deu conta que é casada com um workaholic
Ao passo que, a qualquer sinal de desacelerar, ela já me pergunta se tá tudo bem.
Mas eu acredito, nunca perguntei pra ela inclusive, que esse processo de “aceitação” não foi simples, deve ter durado muitos anos.
Lembro de termos algumas brigas por ela achar que eu trabalhava demais.
Mas hoje, aos 40 anos, e no auge do meu relacionamento com ela, tenho clareza que esse entendimento tardio da parte dela, é minha inteira responsabilidade.
Eu cometi um erro, que com o conhecimento que tenho hoje, posso te afirmar que foi o maior da minha carreira.
E olha que interessante: cometê-lo não me impediu de crescer, mas me impediu de prosperar… e já já você entenderá a diferença.
Ok, eu sei que você tá curioso(a), afinal qual erro foi esse?
Sem rodeios:
Eu errei em não vender o projeto completo pra Lê.
Eu negligenciei a primeira (e principal) venda: para minha companheira.
Já faz alguns anos que eu tenho muita clareza de onde posso chegar, por isso, não titubeei em criar o Vendas Pro e, tenho um perfil como empresário até um pouco arrojado.
Eu quero e vou crescer, ponto.
Mas é porque minha visão de futuro tá muito construída na minha mente.
Eu sei onde consigo chegar, eu sei o time que temos, o produto, o mercado, enfim… eu sei que tenho um negócio nas mãos capaz de “aposentar” algumas gerações da minha família.
Se eu terei competência pra tornar isso concreto ou não, é outra história.
Mas como gosto de falar pro meu time: comercial é a banda do titanic, o último a abandonar o barco.
Então eu acredito, piamente, que vou conseguir conquistar o que almejo. Porque eu vou trabalhar até isso acontecer, é uma decisão.
Mas eu nunca vendi isso pra Lê, pelo menos não da forma correta.
Ela sempre soube das coisas de forma “macro”
Então ela sabia que estávamos crescendo, ganhando mais dinheiro, que eu estava conquistando notoriedade no mercado… ela via isso tudo.
Mas ela não sabia os detalhes disso. E mais: ela não sabia onde isso poderia chegar.
Então quando ela sabia “macro” ela reclamava que eu trabalhava muito
Agora que ela sabe o “micro”, ela me manda ir gravar quando tô com preguiça
Percebe a diferença?
E não para por ai… ela entendeu tão bem, que nos últimos meses nós temos tomados decisões que só se sustentam se o projeto que vendi pra ela, de fator, for concretizado.
Eu nem tenho mais opção de desacelerar, porque agora o projeto não está só na minha cabeça, mas agora ele pertence a minha família.
Eu não sei se você consegue entender essa diferença
Mas só pra deixar claro: antes, meus planos ambiciosos moravam somente na minha cabeça, e minha família “usufruia” dele, aos poucos, a medida que as coisas iam acontecendo
Depois que eu “vendi” o plano pra Lê, passou a morar na cabeça dela também
E como agora, ele é algo das nossas cabeças, nós transmitimos (parte dele) às crianças
Nunca mais a Lê reclamou que eu cheguei tarde de uma live, que tive que trabalhar no final de semana… porque agora entende a necessidade disso.
Por que decidi te contar isso?
Porque pode ser que você esteja cometendo, exatamente o mesmo erro que o meu.
Achar que só porque você sabe onde quer chegar, e trabalha duro pra isso, será suficiente pro seu parceiro(a) de vida te apoiar.
Não é!
Não porque ele não torça pro seu sucesso, longe disso.
Não porque ele não te ama, pelo contrário, pedir para “desacelerar” é umas das maiores provas de amor que essa pessoa pode te dar
Não é porque ele não acredita na sua capacidade
É porque ele não sabe a real dimensão disso.
Você precisa, “vender” o seu projeto profissional pra sua família.
Sua esposa(o) precisa saber o porquê você tá onde você está, onde você se vê daqui alguns meses ou anos
Quais habilidades está desenvolvendo, e como elas são úteis pra construir a vida que você almeja.
Quais são as reais expectativas de ganhos desse caminho, como sua família irá se beneficiar disso.
É, literalmente, uma venda.
Uma venda de uma visão futura. Do tipo: compre agora, e pegue lá na frente… daqui alguns anos.
Ai vai da sua habilidade de vendedor sua esposa(o) comprar ou duvidar.
A minha, não só comprou, como vive me “apertando” sobre as metas, os próximos passos e os resultados.
Não sei se você já viu nos meus stories essa cena:

“Reunião de Conselho”
Uma ou duas vezes na semana, eu e ela vamos caminhar pelo condomínio. E a pauta sempre são nossos projetos.
Os desafios, as conquistas, as decisões difíceis, as decisões fáceis, os receios, as angústias, as possibilidades, enfim…
É a nossa reunião semanal de alinhamento.
Eu posso te afirmar que esse rito mudou muito a forma que nos apoiamos e que tratamos dos assuntos da família. Recomendo fortemente que faça isso com seu parceiro(a).
Agora tem um ponto sensível, e muito importante:
Sua família, nem mesmo sua esposa, te “deve" apoio incondicional.
“Só porque somos casado você deve me apoiar”
Não funciona bem assim. Ela(e) pode e deve te apoiar, mas, por outro lado, você precisa demonstrar evolução naquilo.
Não estou dizendo que você só terá apoio se enriquecer, estou dizendo que seus resultados endossam o apoio.
Mostrar evolução, ainda que tímida, ainda que seja de pequenos degraus, isso faz toda a diferença e vai renovando seu “estoque de apoio”
Não se ofenda se seu parceiro(a) desacreditar de você, pode ser que os fracassos do passado tenham tirado sua credibilidade.
Pode ser que seu parceiro(a) tenha traumas, anteriores à relação.
Ou então, pode ser que seu campo de visão seja mais alto que o dele, e ele tenha dificuldade de enxergar onde vocês podem chegar. E essa dificuldade cria ansiedade, angústia e isso repercute em falta de apoio.
Não se ofenda. Se esse for seu caso (não era o meu exatamente), eu te recomendo:
Peça apoio parcial. Momentâneo.
Negocie um apoio de 3 meses e vá atualizando ele(a) do seu progresso.
Vai contando as pequenas vitórias.
Seu parceiro torce por você, vai vibrar com sua evolução, com suas conquistas.
Mas é fundamental, para um apoio total, que ele se sinta participativo no processo. E isso só é possível se você vender, na íntegra, sua visão pra ele.
Afinal, sua família não faz parte da jornada, ela É a jornada.
Nenhum sucesso profissional justifica o fracasso pessoal.
Como você avalia a edição da newsletter hoje?
Se cuida!
Até sexta que vem, às 11:06
Netto Simões

