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Certa vez um amigo me perguntou:

“Netto, você acredita em Deus?”

Eu respondi prontamente:

“Sim, mas não sigo nenhuma religião”

E ele me questionou:

“Por que?”

No alto da minha arrogância (que na verdade era ignorância) eu respondi:

“Porque religião é um instrumento de manipulação de massa”

Isso já faz uns 10 anos.

Em 2021, 2o ano da pandemia, eu e minha família havíamos mudado para São Caetano do Sul e, um belo dia, voltando do barbeiro, passei em frente uma igreja bem simpática, nessas ruas de bairro, sabe?

Cheguei em casa e falei pra Lê:

“O que você acha de irmos à missa no domingo?"

Ela respondeu:

“Pode ser”

No domingo seguinte, às 10 hrs da manhã, estávamos lá eu, Lê, Laurinha e Biel (na época não tínhamos o Davi, tão pouco, o Théo).

Pegamos o folheto, repetimos as falas que o padre pedia, não comungamos, mas adoramos aquela manhã.

Desde então, salvo compromissos profissionais ou poucas ausências (que já me confessei), todos os domingos, vamos à missa.

Do ano passado pra cá, todo dia de manhã leio a liturgia num app do meu celular.

Todo dia ao chegar no meu escritório, faço minha oração antes de começar a trabalhar.

Se o Netto de hoje encontrasse o jovem Netto de 10 anos atrás, o jovem diria:

“Você foi manipulado”

E o Netto atual, responderia:

"Graças a Deus”

Porque essa manipulação me levou a convivência de virtudes

Me levou a conhecer histórias de pessoas que morreram em prol da verdade

Grandes lições de liderança, de humanidade, de santidade.

Eu costumo dizer que a diferença de manipulação e persuasão é a intenção.

E a intenção de criar esperança, é tão nobre, mas tão nobre… que bom que uma massa de bilhões de pessoas se sujeitam à ela.

Se você está lendo esse email é porque, de alguma forma, o que eu comunico lhe interessa.

E isso só é possível porque eu dobrei os meus joelhos e me reformei

Eu poderia elencar o que, objetivamente, se tornar um católico praticamente, mudou na minha vida… mas essa newsletter continua sendo sobre carreira, vendas e assuntos profissionais.

Mas na data de hoje, uma sexta-feira santa, eu não poderia não dar à César o que é de César (Mateus 22:21)

O que tô querendo dizer?

Que na sua carreira, na sua vida, na sua profissão, sua gratidão te levará longe.

Não esquecer daquele que te estendeu o braço, se dedicou à você, colaborou com seu crescimento.. é parte inegociável de uma carreira sólida.

Na área comercial é muito comum a vaidade. Das pessoas quererem pra si os louros das vitórias e terceirizar o ônus das derrotas.

É comum os ignorantes permanecerem ignorantes

Não porque eles querem, mas é porque sequer, conseguem saber que são ignorantes

Quando digo ignorante é no sentido de ausência de conhecimento, não na forma agressiva da palavra.

Você só consegue diminuir ignorância quando você trabalha o quadrante:

“daquilo que você não sabe que você não sabe”

E não há como acessar isso, sem ser muito humilde

O ponto é que muita gente confunde humildade com ser passivo

Humildade é ser aberto a ser corrigido, orientado e educado

Passivo é ser corrigido, orientado e educado, o tempo todo.

Humildade então está relacionada à sua capacidade de se colocar, espontaneamente, em posição de servir

Passividade está relacionado a servir, mesmo quando não se quer servir.

Todo humilde é passivo, porque é pré-requisito deixar a reação de lado.

Mas nem todo passivo é humilde, ele apenas não sabe ser de outro jeito.

Portanto, eu concordo plenamente que passivos não têm muito futuro na área comercial

Mas os humildes, têm.

Com humildade, eu posso lhe afirmar:

Minha aproximação de Deus me fez ser um esposo melhor, um pai melhor, um filho melhor, um amigo melhor, um líder melhor.

Então, a moral da história dessa edição é a seguinte:

Os ignorantes não são mais felizes, eles são apenas… ignorantes.

Como você avalia a edição da newsletter hoje?

Seu comentário é o melhor combustível para escrever

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Se cuida!

Até sexta que vem, às 11:06

Netto Simões

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